POUPANÇA: A QUERIDINHA DO BRASILEIRO

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Poupança, é a queridinha do brasileiro por uma tradição enraizada na cultura do povo.

Segundo dados da Associação de Entidades dos Mercados Financeiro, a poupança aparece em primeiro lugar entre as aplicações mais procuradas, com 23% das menções. 

Quanto maior a faixa etária, mais brasileiros preferem a poupança. Este e outros elementos vamos dissecar neste artigo.  

POUPANÇA, A QUERIDINHA DO BRASILEIRO

As possibilidades no mercado financeiro são grandes. Entre elas está a poupança, a queridinha dos brasileiros. 

Mesmo sendo uma das opções menos rentáveis, a poupança é a preferida por cerca de 84% da população. Uma das barreiras para o investimento em outros meios é a desinformação e insegurança. 

A poupança tem sua eficiência relativa à reserva de recursos, que por si só é válido. Porém, é sabido pelos os que investem que a mesma em vários momentos perde para a inflação.  

Mesmo assim há uma considerável parcela de investidores que são fiéis à caderneta de poupança. Seja por hábito ou desconhecimento de outras operações.  

Um dos fatores para esse cenário é a falta de informação, que acarreta na falta de educação financeira do brasileiro. 

Isso explica porque de forma geral as pessoas buscam investimentos mais práticos, como a poupança, sendo um produto vinculado a conta bancária na maioria das instituições financeiras do país. 

Outra justificativa é o fato de não sobrar dinheiro no final do mês para escolher outros investimentos. É a justificativa de 28% dos investidores da poupança. 

Entre os motivos preferidos está a busca por segurança. Que está associado a falta de conhecimento e de orientações para investir com mais eficiência. 


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AFINAL, INVESTIR NA POUPANÇA VALE A PENA?

Quanto rende a poupança?  

A rentabilidade da poupança segue a variação da taxa Selic. Existem dois períodos para o cálculo dos rendimentos: antes e depois de 4 de maio de 2012. 

Para os depósitos feitos antes de 4 de maio de 2012, a poupança paga 0,5% ao ano + taxa referencial. Desde 2017 a taxa referencial está zerada. 

Já para os depósitos feitos depois da data citada, o cálculo do rendimento da poupança é: 

  •  Selic abaixo de 8,5% ao ano: 70% dessa taxa + taxa referencial; 
  • Selic acima de 8,5% ao ano: 0,5% ao mês + taxa referencial. 

Em ambos os casos, a poupança rende menos do que a atual inflação. Ou seja, é uma das formas mais rápidas de perder dinheiro! 

Então, como ter maior rentabilidade? 

Existem opções seguras, rentáveis, acessíveis e simples: 

CDB – Certificados de Depósito Bancário, é um dos investimentos de renda fixa mais populares no Brasil.  

Ao adquirir um título, está emprestando dinheiro a uma instituição financeira, mediante taxa e prazo predeterminados. 

O CDB conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito. Exercendo uma segurança como a poupança.  

Vale salientar, que quando a Selic em alta, pode-se encontrar excelentes oportunidades de CDBs no mercado. Por exemplo, títulos prefixados a 14% atualmente. 

LCI e LCA – Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) funcionam como os CDBs. Ou seja, também são títulos emitidos por instituições financeiras para captação de recursos. 

Entretanto, as letras de crédito têm finalidades específicas na destinação dos recursos. 

A título de exemplo, na LCI, o dinheiro é destinado para financiamento da carteira de crédito imobiliário das respectivas instituições.  

No caso da LCA, financiam projetos do agronegócio, como produtores rurais e cooperativas. 

Como nos CDBs, as letras de crédito obtêm garantia do Fundo Garantidor de Crédito, que o torna um dos investimentos mais seguros do mercado.  

Estes possuem outra vantagem, que remete a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos. Acabando por diversas situações ser mais rentáveis do que a maioria dos títulos de renda fixa de baixo risco. 

EDUCAÇÃO FINANCEIRA: UM CAMINHO PARA O BRASILEIRO

Como visto, a poupança é a queridinha do brasileiro. E dois aspectos são fundamentais para este cenário: a desinformação e a insegurança. 

Porém, estes dois sentimentos ou atos estão intrinsecamente ligados pelo fator de uma falha educacional do brasileiro. E esta falha se chama educação financeira. 

Ser educado financeiramente proporciona a busca por uma qualidade de vida melhor em conjunto com a segurança material, garantindo imprevistos futuros. 

No Brasil, a educação financeira está longe de alcançar um patamar necessário, comparado a países desenvolvidos. 

Os índices mais baixos do mundo são da média na América Latina, chegando a 10,6%, em comparação a outros países emergentes, como México que possui 20,85% e África do Sul 15,93%, segundo dados do Banco Mundial. 

A situação se agrava quando se analisa os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), onde em 2020 constatou  61 milhões de negativados no Brasil.

Os números mostram a falta de hábito de poupar dos brasileiros, apesar da preferência pela poupança. 

Contudo, a educação financeira passou a integrar a base curricular brasileira desde 2020 com objetivo de fazer os alunos desenvolverem o hábito de poupar e ampliar conhecimento de investimentos em suas variadas operações existentes no mercado.